"Menina mimada e chorona, não cresce, não vê que a vida abandona depressa, quem chora, reclama e não vê que a vida passa, acaba. Olhe menina, a vida passa, não espera. Busque os sonhos, sonhados,os amores desejados. Sorria, enfrente a vida. Porque um dia,velha e esquecida, verá que as lágrimas perdidas. Hoje secas pela vida. Nada lhes darão então. O rosto vivo da menina mimada. Que chorava por nada, e que esqueceu de amar!"
- Oi, somos alunas aqui da faculdade e vamos te atender hoje. O que te trouxe aqui? - Dor no peito. O ambulatório era de cardiologia, mas juraria que se eu fosse psiquiatra a atenderia melhor. Colhemos a história. - A senhora fuma? - Três maços por dia. A carga tabágica era de mais de 100 anos/maço. Porém, tudo culpa da ansiedade. O que poderíamos fazer? Sua impaciência. Sua vontade de sair do consultório para mais um trago era evidente. Ela saiu. Nós esperamos. O médico, enfim, chegou. Discutimos o caso. Passamos exames cardiológicos, um eletro daqui um eco dali. E assim, diagnosticamos problemas do corpo, mas jamais descobriremos da alma. Seu sofrimento. Sua solidão. Tudo que passamos pode ter sido em vão. Agradecemos. Ela agradeceu. A consulta terminou, mas a lição ficou. A consulta pode até ter sido em vão, mas ela me tocou de coração.
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