"Menina mimada e chorona, não cresce, não vê que a vida abandona depressa, quem chora, reclama e não vê que a vida passa, acaba. Olhe menina, a vida passa, não espera. Busque os sonhos, sonhados,os amores desejados. Sorria, enfrente a vida. Porque um dia,velha e esquecida, verá que as lágrimas perdidas. Hoje secas pela vida. Nada lhes darão então. O rosto vivo da menina mimada. Que chorava por nada, e que esqueceu de amar!"
Lá estava Maria lavando as meias de seu marido, uma de cada vez. A cada par enxaguado eram lágrimas junto às águas. Maria era uma típica dona de casa. Subordinada ao marido. Não estava infeliz com a vida que levava. Ela amava cuidar dos filhos e ter tempo de arrumar seu lar. Os dias se passaram lentamente desde quando se casara com Alberto. Claro, ela havia se casado com o amor da sua vida, ou era nisso em que ela acreditava. Alberto, antes deles se casarem sempre levava flores, e a enchia de mimos... Ah, Alberto não era mais o mesmo. As pessoas mudam, porém Alberto tinha se desvencilhado de seus princípios... Alberto era doce, carinhoso, amava Maria, queria ter três ou quatro filhos. Tinha um olhar carinhoso, uma energia esplêndida. Sonhava em ter uma casa, e aos 27 anos já estava estável. Já tinha um bom emprego em um escritório de advocacia. Era um bom advogado, nunca havia perdido nenhuma causa. E aos 48, ainda não tinha perdido causas, havia perdido apenas a ale...
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