Lá estava ela, andando com uma lágrima no olhar andando na beira do mar, tentava entender o porquê daquilo ter acontecido justamente com ela. E lá estava ele correndo para o mar, para dar seu primeiro mergulho do verão, ao certo nenhum não estava nos planos do outro, até que seus olhares se cruzaram. Foi um momento mágico, que durou certa de 10 segundos, mas foi forte, sem igual. Ela continuou seu árduo caminho de dor, e ele sem entender o porquê do choro da meiga menina que acabará de conquistá-lo. Foi então que ela parou e sentou de frente para o mar, com o coração a mil, e tentando parar de chorar. Afinal acabará de encontrar o amor da sua vida, o que nenhum deles sabiam até então. Nesse momento, ela para e olha para o lado, vê que ele havia se sentado ao lado dela, sem sequer uma palavra, no doce olhar dele ela se perdeu. Acabaram as lágrimas, e um imenso sorriso abriu no rosto da meiga menina, ele porém não sabia o que dizer, só o olhar dele de consolação, de pode contar comigo, bastavam para ela aquele momento. O coração dos dois sentiram no mesmo momento a mesma sensação, que nunca antes haviam tido. Passaram o dia sem se quer conseguir pronunciar uma palavra só os olhares se completavam. Até que o pôr-do-sol chegou e os envolveu num clima de amor e cumplicidade, foi então que ele roubou um beijo dela, sem saber acabará de roubar também seu coração.
Lá estava Maria lavando as meias de seu marido, uma de cada vez. A cada par enxaguado eram lágrimas junto às águas. Maria era uma típica dona de casa. Subordinada ao marido. Não estava infeliz com a vida que levava. Ela amava cuidar dos filhos e ter tempo de arrumar seu lar. Os dias se passaram lentamente desde quando se casara com Alberto. Claro, ela havia se casado com o amor da sua vida, ou era nisso em que ela acreditava. Alberto, antes deles se casarem sempre levava flores, e a enchia de mimos... Ah, Alberto não era mais o mesmo. As pessoas mudam, porém Alberto tinha se desvencilhado de seus princípios... Alberto era doce, carinhoso, amava Maria, queria ter três ou quatro filhos. Tinha um olhar carinhoso, uma energia esplêndida. Sonhava em ter uma casa, e aos 27 anos já estava estável. Já tinha um bom emprego em um escritório de advocacia. Era um bom advogado, nunca havia perdido nenhuma causa. E aos 48, ainda não tinha perdido causas, havia perdido apenas a ale...
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