Pular para o conteúdo principal

A história de Mariana.

Inteligente demais para uma menina de 15 anos. Porém, é boba, infantil, inexperiente. Ah, quanta pena eu tenho dela... Conheceu Leandro deve ter uma semana, e já está morrendo de paixões... Sim, eu sou meio exagerada para falar dela, eu sou "meio" dramática. Ela acredita em destino, acredita que as coisas podem acontecer e que isso basta, acredita que é só ela agarrar as oportunidades que apareceriam em sua frente. Tola. Mariana, Mariana. Gostaria de lhe mostrar seu futuro, acho que isso faria seu presente um pouco diferente. 
Vou contar mais sobre essa menina. Ela gosta de lilás, ama flores e se encanta por música clássica. Talvez seja uma eterna romântica. Ela se encanta com coisas banais. Se encanta com poemas melosos. Se delícia com chocolate. E Leandro? Ah, é mais um daqueles garotos que se acham a melhor fruta da feira. Que sabem que são bonitos. Um daqueles. Que inventam coisas para encantar. Que sabem encantar. Ah, mas ele é inteligente. Ou pelo menos, acredita ser inteligente. E a Mariana também o acha inteligente, afinal ela também é, e acho que ela não se apaixonaria por alguém mais tolo.
Até ontem eles estavam bem, estava tudo as mil maravilhas. Mas, hoje ele mudou. Ele quis mudar o destino. Ele. Justo ele! Pois é. Leandro aparentemente estava se preocupando demais com seu vestibular, afinal ele já fizera um ano de cursinho para não ligar para tal. E agora havia terminado com a Mariana. Que acreditou que era mesmo esse o motivo do término. Doce Mariana. Queria tanto tê-la contado o que aconteceria antes dela ter passado por isso.
Ela estava agora não mais triste,já que contou com uma longa e chorosa noite após o término, ela havia prometido que não choraria mais por Leandro, e que nunca deixaria ele a magoar novamente. Por que Ana existe?! - Era a pergunta que Mariana tentava achar a resposta. Acredite. Ana não deveria existir. Eu ainda sinto revoltas ao contar essa história. A história de Mariana. 
Então, quer saber o motivo de eu ter falado de Ana? O único motivo foi que ela se tornou a namorada oficial de Leandro uma semana após ter terminado com a minha Mariana.

Comentários

  1. Adorei mesmo. Tão sincero. Adorei seu jeito de por as palavras no texto. Parabéns.

    ResponderExcluir
  2. ' Conto curto, mas encatador ( como a sua Mariana )
    Depois, quando der, conheça Lívia no meu blog ^^'

    Parabens !

    ResponderExcluir
  3. Este Leandro é um bobo mesmo. Ah se eu pudesse me transformar em um adolescente e entrar nesta estória... entregaria meu coração a doce Mariana.

    www.cchamun.blogspot.com.br
    Histórias, estórias e outras polêmicas

    ResponderExcluir

Postar um comentário

O que achou do meu texto?

Postagens mais visitadas deste blog

A casa de Dona Maria

Lá estava Maria lavando as meias de seu marido, uma de cada vez. A cada par enxaguado eram lágrimas junto às águas.  Maria era uma típica dona de casa. Subordinada ao marido. Não estava infeliz com a vida que levava. Ela amava cuidar dos filhos e ter tempo de arrumar seu lar. Os dias se passaram lentamente desde quando se casara com Alberto. Claro, ela havia se casado com o amor da sua vida, ou era nisso em que ela acreditava. Alberto, antes deles se casarem sempre levava flores, e a enchia de mimos... Ah, Alberto não era mais o mesmo. As pessoas mudam, porém Alberto tinha se desvencilhado de seus princípios...  Alberto era doce, carinhoso, amava Maria, queria ter três ou quatro filhos. Tinha um olhar carinhoso, uma energia esplêndida. Sonhava em ter uma casa, e aos 27 anos já estava estável. Já tinha um bom emprego em um escritório de advocacia. Era um bom advogado, nunca havia perdido nenhuma causa. E aos 48, ainda não tinha perdido causas, havia perdido apenas a ale...

Francisco

  Mais um dia típico de verão. O calor insuportável. E lá vai Francisco, com uma mochila nas costas e de calças jeans, mencionarei que estava com uma camiseta básica – porém, preta – o que o fazia sentir mais calor do que estava. É, era um dia bonito devo confessar...  Parado esperando o sinal fechar para atravessar refletiu sobre o quão recente era sua cidade e quantas pessoas já haviam passado por ali. Imaginou pessoas com carroças, com roupas simples... Depois voou e imaginou algumas cortesãs... Mais um pouco e imaginou inúmeros drogados... Imaginou famílias felizes passeando... E sua mente virou um pouco de tudo. Com o sinal ainda fechado decidiu prosseguir pela calçada que estava afinal logo a frente haveria outro sinal... Sempre há vários sinais em cidades grandes, e do vermelho pro verde passam num picar de olhos a critica do Francisco era essa, que passavam tão rápidos que às vezes ele nem via o sinal abrir para pedestres...  Francisco observava atentament...

E estou a procura de mim

E. S. T. O. U. P. E. R. D. I. D. A.   E estou a procura de mim.  Escuto músicas, leio textos, busco... Talvez elas, as palavras, se misturem e formem poesias, mas não existe nenhuma a qual eu me encontro agora. Eu só me encontro aqui. Dentro de mim.   Dentro de mim. Aqui dentro, sou uma mistura de sentimentos e de não sentir. De ser e não saber. De saber e talvez, não ser. Eu sou uma mistura de dúvidas e quase nenhuma, raras certezas.    Estou onde eu sempre quis estar, fazendo o que sempre quis fazer. E me sinto confusa. Abdico de coisas que sempre gostei de fazer, coisas que sempre fiz. Abdico de mim mesma pelas minhas próprias escolhas. Abdico porque eu quis estar aqui, porque eu me cobro estar aqui.  Eu não sei o que estou fazendo. E sei. Eu entendo. E não entendo no mesmo segundo.  E. S. T. O. U. P. E. R. D. I. D. A.   E estou a procura de mim.   Afinal, quem eu sou? Quem sou eu? Quem fui? Quem serei?...