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Coisas demais


 
Às vezes a gente anda com coisas de mais. A gente anda com coisa demais. Coisas demais que chegam a sobrecarregar a mente.
 Andar. Caminhar. Sentir o vento de uma - quase - chuva nos cabelos. Refresca. Acalma. 
 Podia chover para aliviar. Chover para levar embora os problemas, sejam quais forem. Sejam quais dores. Uma chuva de paz, de água. Mas, a gente anda com coisa demais... Celular, carteira. Documentos e papéis. Queria poder molhar tudo... Até a alma. Pra acalmar. Pra acalmar a alma. Tranquilizar a mente. Limpar os problemas. Misturar ao suor. E esquecer. Esquecer tudo que machuca. 
 Andar. Chover. É tudo tão ser. E sentir. Quem sabe? Saber que andar. Meditar. Elevar a alma ao andar. A cada passo. A cada passo o peso aumenta. Da bolsa. Da mochila. Das dores. Da alma. A preocupação supera a anterior e fica mais forte. Forte. Gotas que acalmam a alma, me impedem de continuar a escrever esse texto no celular. Porque a gente carrega coisas demais... Por quê? 
 Vento que a anuncia fica mais forte. Grita mais alto. Leva problemas. Leva dores. Traz paz. Traz lágrimas. Alívio. Gotas. Transborda. 
 Choveu lá fora, e aqui dentro chov(eu).

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