Ela olhou para o relógio mais uma vez, já se passava das quatro da manhã. Ele ainda estava nos pensamentos dela, em suas lembranças. Ela ainda podia escutar suas palavras, até conseguia sentir seu abraço. Não aguentava mais. Qual o motivo essa distância geográfica?! Por mais que ela virasse, mudasse de posição, o sono não vinha. Ele ainda estava em sua mente. Quando mais tentava esquecer mais se lembrava. Ela os imaginava, pensava no futuro, no casamento, em seu vestido branco. Então, pensava no nome dos seus filhos e em como seriam. Ela pensava em tudo. Lembrava de tudo. Todos os momentos que passaram juntos. Por que teve um fim?! Ela ainda amava-o, e ele amava-a. Mas ele havia se mudado, para fazer faculdade, e há alguns meses o relacionamento deles não era mais o mesmo. Ela estava possessiva, morria de ciúmes, e ele se sentia preso, sentia que não tinha liberdade mais. Eles haviam sido melhores amigos por anos, e agora tudo estava acabando dessa maneira. Ela não acreditava. Ele não acreditava. Mas ambos não estavam suportando mais aquilo, não estavam suportando um ao outro. Eles queriam liberdade, a liberdade que tinham quando começaram a namorar, queriam as brincadeiras, queriam a diversão, um gostava do antigo companheiro do jeito que era, e agora tiveram que se aceitar, aceitar que o tempo passou, que eles mudaram, e que não se completavam como antes, agora haviam mais brigas que brincadeiras, mas desentendimentos do que reconciliações. O amor deles havia esfriado e ela não queria deixar a chama se apagar. Até aquele momento ela havia conseguido, mas agora já não tinha muito o que fazer, porém ela ainda podia tentar mais uma vez, ela podia ter mais uma chance. Então, mandou uma mensagem de texto pra ele, e enquanto aguardava a resposta caiu num sono profundo, tranquilo, pois sentiu esperança de que aquilo ainda não havia acabado.
Mais um dia típico de verão. O calor insuportável. E lá vai Francisco, com uma mochila nas costas e de calças jeans, mencionarei que estava com uma camiseta básica – porém, preta – o que o fazia sentir mais calor do que estava. É, era um dia bonito devo confessar... Parado esperando o sinal fechar para atravessar refletiu sobre o quão recente era sua cidade e quantas pessoas já haviam passado por ali. Imaginou pessoas com carroças, com roupas simples... Depois voou e imaginou algumas cortesãs... Mais um pouco e imaginou inúmeros drogados... Imaginou famílias felizes passeando... E sua mente virou um pouco de tudo. Com o sinal ainda fechado decidiu prosseguir pela calçada que estava afinal logo a frente haveria outro sinal... Sempre há vários sinais em cidades grandes, e do vermelho pro verde passam num picar de olhos a critica do Francisco era essa, que passavam tão rápidos que às vezes ele nem via o sinal abrir para pedestres... Francisco observava atentament...

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